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A prisão de Oxalá no reino de Xangô - Charles Corrêa D' Oxum

Certo dia, Oxalá resolveu viajar até Oyó para visitar seu filho Xangô. Antes de partir resolveu consultar um babalaô para que deitasse os búzios a ele.

Após o jogo, foi recomendado à Oxalá para que o mesmo não seguir viagem, pois seria desastrosa e acabaria mal, mesmo assim, Oxalá, por teimosia, resolveu não renunciar à sua decisão.

Então o adivinho aconselhou que levasse consigo três panos brancos, limo-da-costa e sabão-da-costa, e ainda, lhe disse “Oxalá não fale com ninguém durante a sua viagem”.

Em sua caminhada, Oxalá se encontrou três vezes com Bará, mesmo sendo ele aconselhado à não falar com ninguém, Oxalá parou pelas três vezes que Bará lhe abordou, e por três vezes Oxalá caiu nas brincadeiras de Bará.

A primeira vez sujando Oxalá com Carvão, depois com Vinho de Palma e por fim com Azeite de Dendê, Oxalá não se desesperou, e por três vezes suportou em silêncio as armadilhas de Bará.

Já muito exausto e sujo, finalmente chega ao reino de Xangô na entrada da cidade viu um cavalo perdido, que logo o reconheceu era o cavalo do Rei, que ele mesmo havia presenteado à Xangô tentou amansar o animal para amarrá-lo e devolvê-lo ao filho.

Mas neste momento chegaram alguns soldados do rei à procura do animal perdido viram Oxalá todo sujo e com uma corda no pescoço do cavalo, daí pensaram tratar-se de um ladrão de cavalos.

O maltrataram e o prenderam jogando Oxalá no calabouço do Reino após o acontecido, Oyó viveu por longos sete anos a mais profunda seca, as mulheres tornaram-se estéreis e muitas doenças assolaram o reino, Xangô desesperado resolve procurar um babalaô que consultou Ifá e descobre que um velho sofria injustamente como prisioneiro em seu Reino, pagando por um crime que não cometeu.

Xangô correu para a prisão para ver onde estava cometendo tamanha injustiça que para seu espanto, o velho prisioneiro era seu pai, O rei ordenou que trouxessem água do rio para lavá-lo e ordenou que todos de Oyó vestissem branco em respeito.

Pediu para que todos cultivassem o silêncio, pois era preciso respeitosamente pedir perdão ao sofrimento de Oxalá, Xangô pessoalmente tirou toda a roupa suja do Pai e o banhou publicamente em seguida o vestiu de branco e carregou seu Pai Oxalá na costa em sinal de respeito.

Mandou preparar grande festa e o levou para homenageá-lo todo o povo saudava Oxalá com grande alegria.

As coisas no reino de Oyó começaram a voltar à normalidade, baseados nessa lenda, realizam-se em várias partes do país a cerimônia das Águas de Oxalá em homenagem à Divindade!



Charles Corrêa D’ Oxum

Axé a todos e que os orixás abençoe a vida de cada um hoje e sempre.
Lembre-se:
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.


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