A fuga de Otim

Otim era uma moça solitária e triste. Não tinha amigos, não namorava, não era nem um pouco sociável. Escondia-se pelos cantos e esquivava-se das pessoas, evitando qualquer tipo de convivência, misteriosa e cheia de segredos, era tão arredia que um dia decidiu fugir para a floresta. Deixou casa, família, riqueza; deixou tudo para trás, embrenhou-se na mata onde finalmente poderia viver só e em paz. Logo vieram as dificuldades: fome, frio, cansaço, medo, Otim, que sempre teve tudo, percebeu que não sabia se virar sozinha. De tão exausta, encostou no…

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Odé atira sua única flecha

A cada ano, após a colheita, o rei de Ijeshá saudava a abundância de alimentos com uma festa, oferecendo a população inhame, milho e coco. O rei comemorava com sua família e seus súditos; só as feiticeiras não eram convidadas. Furiosas com a desconsideração, enviaram para festa um pássaro gigante, que pousou no teto do palácio, encobrindo e impedindo que a cerimônia fosse realizada. O rei mandou chamar os melhores caçadores da cidade. O primeiro tinha vinte flechas. Ele lançou todas elas, mas nenhuma acertou o grande pássaro. Então o…

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Iemanjá e a guerra de espelhos

Iemanjá é a Deusa das águas e dos oceanos. Um dia um determinado reino decidiu declarar guerra a Iemanjá. Já sabendo que ela vivia sozinha sem guardiões. Embora inteligente, depois de tanto pensar no que deveria fazer para se proteger e vencer a batalha, Iemanjá resolveu distribuir espelhos de todas as formas e tamanhos a beira mar. Chegando a hora da batalha, Iemanjá vai para a frente dos espelhos com uma espada em punho e quando seus inimigos chegam perto assustam-se com as suas próprias imagens distorcidas refletidas nos espelhos…

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A recompensa de Bará

BARÁ não possuía riquezas, não possuía terras, não possuía rios, não tinha nenhuma profissão, nem artes e nem missão. BARÁ vagabundeava pelo mundo sem paradeiro. Em um dia, BARÁ passou a ir à casa de OXALÁ, na casa de OXALÁ, BARÁ se distraía, vendo o velho fabricando os seres humanos. Muitos e muitos também vinham visitar OXALÁ, mas ali ficavam pouco, quatro dias, sete dias, e nada aprendiam, traziam oferendas, viam o velho orixá, apreciavam sua obra e partiam. BARÁ foi o único que ficou na casa de OXALÁ, ele…

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Bará e seu chapéu pontudo

Bará, uma vez chateado por não ter recebido sua oferta semanal na segunda feira que é o seu dia, resolveu vingar-se. Vestiu um chapéu pontudo com um lado vermelho e outro branco. Passou pelas pessoas que deveriam ter-lhe dado a oferenda, dois grandes e bons amigos, e amigavelmente cumprimentou-os. – Boa-noite, como vão amigos? – Vamos bem, gentil cavalheiro, boa noite para o senhor também? …e com um ligeiro abano de mãos se afastou. Um dos amigos falou para o outro. -Quem será este cavalheiro tão educado com o chapéu…

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Se me ofertarem primeiro não sumirá mais ninguém

Bará como sempre fazia arruaça nas ruas pelo reino, um belo dia o rei então resolveu prendê-lo, porém após alguns anos ele morreu em sua prisão. Após sua morte quando faziam algum axé sempre 21 pessoas morriam. Procurado o Babalaô, leu nos búzios, e escutou a voz do Bará dizendo que se fizerem a sacralização primeiro em qualquer rito não desaparecerão mais as pessoas do reino. Desde então todo axé antes de ser feito é ofertado à Bará. Axé a todos!Charles Corrêa D’ Oxum Charles Corrêa de OxumAxé a todos…

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Palavras ditas pelos filhos de Ogum

Após retornar de suas batalhas vitoriosas e depois de numerosos anos ausentes. Ogum decidiu voltar a Irê (primeira cidade construída e sob governo de seu filho) quando chegou teve a impressão que ninguém o reconhecia, tentou conversar com seus súditos e foi ignorado, Ogum cuja paciência é pequena, enfureceu-se com o silêncio geral, por ele considerado ofensivo. Começou a quebrar com golpes de espada sobre os potes e, logo depois, sem poder se conter, passou a cortar as cabeças das pessoas mais próximas, até que seu filho aparecer, oferecendo-lhe as suas comidas prediletas.Quando seu filho…

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Quando Ogum tornou-se o maior guerreiro

Ogum, Odé e Bará eram irmãos e filhos de Yemanjá. Ogum era calmo, tranqüilo, pacato e caçador, ele é que provia a casa de alimentos, pois Bará gostava de sair no mundo e Odé era contemplativo e descansado. Num belo dia, Ogum voltando de uma caçada, vê sua casa cercada por guerreiros de outras terras. Vendo sua casa em chamas e seus parentes gritando por socorro, tomou-se de uma ira incontrolável chamada sairê, e lutando sozinho derrotou todos os agressores, não deixando um só vivo. Dai em diante, Ogum iniciou…

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Obá faz Oxum andar em brasas

Oxum e Obá, ambas esposas de Xangô, tinham rixa antiga, com ciúmes uma da outra. Mas conviviam bem, dentro do possível, até que um dia Obá resolveu convidar Oxum para uma festa em seu palácio. Oxum, que era a convidada de honra, vestiu um belo vestido, enfeitou-se com jóias, perfumou-se e foi com sua comitiva até o palácio de Obá, quando lá chegou, viu que havia um lindo e comprido tapete de pétalas de rosas, já no salão principal, estendido em sua honra. Então Oxum pisou no tapete descalça, como…

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Orunmilá e Iemanjá geram uma nova vida

Um dia Orunmilá saiu de seu palácio para dar um passeio acompanhado de todo seu séquito. Em certo ponto deparou com outro cortejo, do qual a figura principal era uma mulher muito bonita.  Orunmilá ficou impressionado com tanta beleza e mandou Bará, seu mensageiro, averiguar quer era ela.  Bará apresentou-se ante a mulher com todas as reverências e falou que seu senhor, Orunmilá, gostaria de saber seu nome.  Ela disse que era Iemanjá, rainha das águas e esposa de Oxalá.  Bará voltou à presença de Orunmilá e relatou tudo o…

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Obá e o cavalo branco de Xangô

Xangô era um conquistador de terras e de mulheres, vivia sempre de um lugar para o outro. Em Cossô fez-se rei e casou-se com Obá. Obá era sua primeira e mais importante esposa, Obá passava o dia cuidando da casa de Xangô, moía a pimenta, cozinhava e deixava tudo limpo. Uma vez Xangô viu Oyá lavando roupa na beira do rio e dela se enamorou perdidamente. Com Oyá se casou, mas Xangô era um conquistador de terra e de mulheres e logo se casou de novo.Oxum foi a terceira mulher.…

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Ossanha perde sua perna ao desobedecer Olorum

No começo de tudo, o criador que se chama Olorum, tinha dado a cada filho uma parte do mundo. Para Ossanha deu a floresta. A missão de Ossanha era cuidar das plantas. Olorum recomendou a ele sobre elas: – Umas servem para comer, outras para fazer remédio e outras para enfeitar, presentear e adornar os lugares. Quando alguém precisar, atenda. Ossanha não seguiu a risca o mandado e guardou as plantas só para si. Sempre que alguém solicitava alguma para remédio ou para o que fosse ele dizia não ter,…

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Ogum e o segredo do ferro

Na Terra criada por Obatalá, em Ifé, os orixás e os seres humanos trabalhavam e viviam em igualdade. Todos caçavam e plantavam usando frágeis instrumentos feitos de madeira, pedra ou metal mole. Por isso o trabalho exigia grande esforço, mas com o aumento da população de Ifé, a comida andava escassa. Era necessário plantar uma área maior, Os orixás então se reuniram para decidir como fariam para remover as árvores do terreno e aumentar a área de lavoura. Ossanha, o orixá da medicina, dispôs-se a ir primeiro e limpar o…

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Oyá/Iansã traz Xangô de volta dos mortos

Xangô era um grande Rei, muito temido e respeitado. Gostava de exibir sua bela figura, pois era um homem muito vaidoso e adorava mostrar seus poderes de feiticeiro, sempre experimentando sua força. Em certa ocasião, Xangô estava no alto de uma montanha, testando seus poderes. Em altos brados, evocava os raios, desafiando essas forças poderosas. Sua voz era o próprio trovão, provocando um barulho ensurdecedor. Ninguém conseguia entender o que Xangô pretendia com essa atitude, ficando ali por muito tempo, impaciente por não obter resposta. De repente, o céu se…

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Oxalá e as galinhas de angola espantam a morte

Há muito tempo, a Morte instalou-se numa cidade e dali não quis mais ir embora.  A mortandade que ela provocava era sem tamanho e todas as pessoas do lugar estavam apavoradas, a cada instante tombava mais um morto. Para a Morte não fazia diferença alguma se o defunto fosse homem ou mulher, se o falecido fosse velho, adulto ou criança.  A população, desesperada e impotente, recorreu a Oxalá, rogando-lhe que ajudasse o povo daquela infeliz cidade. Oxalá, então, mandou que fizessem oferendas, que ofertassem uma galinha preta e o pó…

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